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"25 de abril" na Assembleia Municipal de Baião
Por Sérgio Matos (Professor), em 2015/04/30184 leram | 0 comentários | 56 gostam
Comemoração do "25 de abril" na Assembleia Municipal de Baião.

Excelentíssimos senhores e excelentíssimas senhoras;

Mais uma vez nos reunimos para celebrar o 25 de abril;
 
Vamos expor o assunto subordinado ao tema “Violência e Maus Tratos”, bastante atual na época em que vivemos.
  A violência implica sempre um comportamento provocador de dano ou intimidação moral a outra pessoa ou ser vivo. Este comportamento pode invadir a autonomia, a integridade física ou psicológica e até mesmo a vida de outrem.
  O termo deriva do latim VIOLENCIA (vis = força, vigor, força essa, usada contra qualquer coisa).
  O Iluminismo, conhecido pelo século das luzes, foi um movimento cultural da elite intelectual europeia do século XVIII, que procurou mobilizar o poder da Razão, com o propósito de reformar a sociedade, pretendia-se que o homem vivesse em liberdade, igualdade e fraternidade…
  O 25 de abril, por sua vez, implementou o direito à liberdade em todas as suas vertentes: física, social e moral.
  A Declaração dos Direitos Humanos, adotada pela ONU, em 10 de dezembro de 1948, no seu artigo 1º refere “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”.
 Mais tarde, a Constituição da República Portuguesa aprovada em 2 de abril de 1976, no artigo 25º - Direito à integridade pessoal, defende a integridade moral e física das pessoas como sendo inviolável, isto é, ninguém pode ser submetido a tortura nem a penas cruéis e desumanas.
  A violência contra crianças e jovens inclui violência física, psicológica, discriminação, negligência ou maus tratos.
   Pode acontecer desde abusos sexuais em casa, a castigos corporais e humilhantes na escola.
  A crise económica atual veio, em grande parte, contribuir para um aumento desmedido de atos de violência. Todos os dias somos importunados com informação, quer através dos jornais, quer através da rádio e da televisão, de caráter violentíssimo. São pais que matam os filhos, são filhos que matam os pais, são crianças abusadas sexualmente por familiares e ou amigos da família, são crianças espancadas, queimadas e expostas a outras situações macabras.
   A falta de emprego, a baixa de rendimentos, o aumento de horas de trabalho semanais, a subida de preços dos bens essenciais, entre outros, vieram contribuir para uma destabilização familiar e para uma insatisfação geral da população que, muitas vezes, não conseguindo gerir o stress, mesmo recorrendo a antidepressivos, conduzem à prática de violência, contrariando tudo o que anteriormente citámos, tal como diz o ditado popular “ Onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”.
  A melhor forma de lidar com o problema da violência contra crianças e jovens é impedir que esta aconteça e, neste âmbito, quer as escolas, quer as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em risco (CPCJ) e outras Instituições têm um papel muito importante a desempenhar e assim o têm feito com empenho. No entanto, cabe aos estados assumir a principal responsabilidade, proibindo todas as formas de violência onde quer que aconteça e independentemente de quem a pratica e investir em programas de prevenção para enfrentar as causas que lhe dão origem.
  Tal como Gandhi dizia “A não-violência absoluta é a ausência de danos provocados a todo o ser vivo. A não-violência na sua forma ativa é uma boa disposição para tudo o que vive. É o amor na sua perfeição.”
                                                                      
                                                                            Viva o 25 de abril!
                                           Viva Portugal!

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