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Sabias que...História com Letras
Por Edite Cruzeiro Rolo (Aluno, 11ºG), em 2021/11/28251 leram | 0 comentários | 59 gostam
D. Sebastião I nasceu em Lisboa a 20 de janeiro de 1554. Apelidado de “O Adormecido” e “o desejado”, o rei de Portugal e dos Algarves teve um nascimento muito festejado.
Seu pai, João Manuel, teria falecido muito tempo antes do seu nascimento, e visto que todos os seus outros irmãos estavam mortos e os portugueses recusavam a ideia de ficar em mãos espanholas, toda a nação Lusitana passou a depender de como correria o parto de Joana de Áustria, mãe de D. Sebastião. Para a felicidade do reino o príncipe nasceu são e salvo, e pronto para ser um futuro rei. Porém, seu avô D. João III faleceu três anos logo após o seu nascimento, o que fez com que o príncipe tivesse de subir ao trono com essa idade. Durante a sua menoridade criou-se uma regência onde governou sua avó (Catarina de Áustria) e seu tio avô (o Cardeal Henrique de Portugal). Aos 14 anos, em 1568, subiu finalmente ao trono para assumir as funções de um rei.
Durante o seu curto reinado, D. Sebastião teve muitas ações de caráter religioso e militar, e enquanto rei concebeu também a alguns lugares carta de foral, entre elas, à nossa atual cidade de Esposende. Primeiramente, Esposende pertencia à Vila de Barcelos, o que descontentava a população visto que todo e qualquer assunto burocrático tinha de ser tratado na vila (Barcelos), que ficava a cerca de duas léguas de Esposende. Dado o seu descontentamento, os moradores de Esposende fizeram uma petição dirigida ao rei que continha o seguinte « … os mercadores do dito lugar de Esposende, terra da jurisdição do Duque de Bragança, no dito lugar há 370 para 400 vizinhos e arruados, muito nobre da casaria rica e abastada e a maior parte ao serviço de vossa Alteza por ser porto de mar… de tão nobre tem alfandega e oficiais dela e não havendo escrivão ou notório nem outro oficial de justiça (…) por serem homens do mar não podem ir a Barcelos requerer suas justiças e por tal, vosso avô informado sobre o lugar, a risco de ser saqueada por corsários (…) e vossa Alteza será melhor servido e pouco menos vexado e oprimido…» Tendo lido isto, o monarca considerou todas estas razões e a 1 de agosto de 1572 elevou Esposende a Vila com a carta de foral separando-a da vila de Barcelos.
Este rei sempre teve a vontade de reviver as glórias da chamada Reconquista, e, após 6 anos de ter concedido a carta de foral a Esposende, montou um esforço militar em Marrocos. Disposto a aliviar a tensão dos mouros sobre as fortalezas portuguesas participou nos conflitos, porém acabou por morrer durante a Batalha de Alcácer-Quibir a 4 de agosto de 1578, onde Portugal foi fortemente arrasado e, para além do rei, o reino perdeu também muitos nobres. De acordo com a História, quando um rei era morto em uma batalha, o inimigo entregava sempre o corpo do rei ao arrasado, mas como isso não sucedeu em Alcácer-Quibir, criou-se então a lenda de que na realidade o rei não teria morrido e que iria aparecer numa madrugada de nevoeiro. Este mito tornou-se uma crença por muito tempo, pois o “desaparecimento” deste rei gerou uma enorme crise sucessória no país (visto que este não tinha nem filhos nem irmãos) e fez com que Portugal fosse entregue aos Espanhóis por três gerações.


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