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Poema da liberdade
Por Érica Venda (Aluna, 11ºF), em 2021/06/1566 leram | 0 comentários | 5 gostam
Lá do alto, sentia a brisa,
O cheiro das flores e a alegria das crianças.
Por baixo, o campo era do tamanho da minha liberdade!
Vislumbrava um colorido de pétalas
E, ao fundo, terra escura e húmida.
Ah, que bom viver sem preocupações!
Fortes gargalhadas ecoavam pela aldeia.
Os gaiatos, com as fisgas nas mãos,
lançavam-me pedras.
Caí no chão frio e duro,
E fui carregado para uma prisão.
Oh, roubaram-me a liberdade em instantes!

Na gaiola, espaço frio, apertado e sem vida
A solidão era a minha fiel companheira.
Nos primeiros dias de cativeiro
Raros raios de luz penetravam o meu ser.
As saudades do aconchego do meu ninho.
Oh, imensas saudades!

Enquanto desvanecia a minha esperança,
À minha vida, regressava na mão de uma criança.
A liberdade é a minha maior ânsia.
Todos os dias, a meu lado como um amigo
Que não exige resposta, falou comigo.
Oh, sabe bem não estar sozinho!

Num dia quente de verão,
A menina deixou a porta da minha cela entreaberta
E eu, sem qualquer hesitação,
Abri as asas e voei em direção à terra deserta.
Como soube bem voltar a voar.
Ah, recuperei a minha liberdade!

Voei, voei, o mais alto possível.
Queria voltar a sentir a brisa e ver os campos floridos.
Queria voltar para o meu ninho inesquecível.
Vi a mágoa da menina pelos tempos vividos.
Mas a minha liberdade é mais importante do que outra vida.
Era minha, esta liberdade tão querida!


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