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Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
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Como entender o mundo?
Por Clara Dias (Aluna, 10ºD), em 2019/05/2117 leram | 1 comentários | 3 gostam
Como entender o Mundo? Este mundo? A nossa realidade? A minha realidade?
Será que é mesmo para entender? É esse o motivo por estarmos aqui?
Talvez não. Talvez seja apenas para vivermos intensamente, e mesmo não entendendo o que nos rodeia, aceitarmos e mudarmos para o que queremos e para o que achamos que está certo, não entendendo nada, nada.
Mas...como se vive intensamente? Como se encontra a tão falada e procurada essência, missão? Eu não sei nada. Não conheço metade da história, nem a outra metade. Estou perdida, sim, é mesmo isso, não me localizo no mapa do mundo. Perdida, sim.
Tu também? Não, não te preocupes, não te vou receitar nenhum terapeuta ou medicamento, e dizer que tens que te encontrar urgentemente ou que estás apenas a vitimizar-te pela tua vida infeliz. Meu caro, minha cara, perde-te, perde-te por todos os caminhos inimagináveis, talvez, após a escuridão venha a luz, e aí, como nos desenhos animados, uma luz se acende, e tudo será claro, simples. Talvez nesse momento iremos partilhar a mesma sensação que Edison teve, ao criar a sua lâmpada, mais resistente e duradoura que as inventadas anteriormente.
Felicidade, conquista… não… “afinal tudo valeu a pena” são as exatas palavras para descrever esse momento/período/nível que pretendo alcançar e não duvido que a maioria da humanidade também.
Sabes que mais? Não podemos esperar que toquem no interruptor por nós. Precisamos de criar a luz, acreditar que ela se acenderá, criar o interruptor, alcançá-lo e ter a coragem de nos iluminarmos.
Como fazemos isso? Temos todos os conhecimentos sobre circuitos elétricos, tudo o que é necessário para acender! Então por que razão tudo continua tão escuro? Estou cansada de bater contra estes móveis velhos e poeirentos, estas crenças limitadoras. O meu corpo deve estar enegrecido de tantas batidas, mas não sei, está escuro, é impossível ver os estragos desta vida sem sentido.
E se, se… tudo mudar? Não dizem que a única coisa constante na vida é a mudança? Então porque estamos todos encurralados e apertados neste quarto escuro, abafado, desolador, aspirando alcançar a felicidade e o sucesso.
Como se destranca a porra da porta? Será que ela sequer existe? Não consigo vê-la ou tocá-la, estou tão apertada, não consigo mover-me. E se não existirem portas ou janelas, estaremos mesmo destinados a este destino previsível? Ou será possível quebrarmos as paredes, com a força de todos provavelmente conseguiríamos. Mas sinto-me tão sozinha, rodeada de solidão, cheia de companhia só. E está tudo tão escuro. Consegues ver-me?


Comentários
Por Maria Cruz (Familiar de aluno), em 2019/05/23
Se te consigo ver? Claro que sim, é sinal do que estou a ver-me a mim mesmo! Porque momentos há na vida, em que por mais que pensarmos estarmos nós, na realidade não estamos, porque a todos ocorre esses momentos e esses questionamentos.

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