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Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
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“Sou frágil. Somos todos frágeis”
Por Cláudia Coutinho (Aluna, 10ºA), em 2018/04/24147 leram | 0 comentários | 76 gostam
No âmbito do estudo da obra “Os Lusíadas”, na disciplina de Português, abordamos a temática da fragilidade e da efemeridade da vida humana.
Este tema foi trabalhado a partir de filmes, artigos de opinião, músicas, imagens, utilizando os recursos disponíveis na Biblioteca Escolar.
A vida e o tempo são incertezas que não temos a capacidade de controlar nem de mudar. É algo que não devemos desperdiçar já que, num momento, estamos aqui e, no seguinte, podemos não estar. Mafalda Veiga, na sua música “Fragilidade”, lembra-nos que “tudo pode mudar numa questão de segundos”; “É tudo tão fugaz e tão breve”; “Tudo aquilo que se agarra já fugiu”.
Quando somos submetidos a um evento traumático, observamos a pequenez da dimensão humana descrita nas estrofes 105 e 106 do Canto I. Camões afirma que o Homem é “o bicho da terra tão pequeno”, um ser insignificante, perante todos os perigos. No entanto, sendo o Homem tão fraco, alcançou e vai alcançando feitos grandiosos. Isto é, somos tão pequenos e tão grandes.
É isso que sentimos quando assistimos ao furor de um tsunami que, numa questão de segundos, destrói todo o trabalho de uma vida, como no filme “O Impossível”. O filme relata a história verídica de uma família que aproveita as férias na Tailândia e, de repente, é interrompida por uma onda de dimensões devastadoras. Separados em dois grupos, a família enfrenta tremendos desafios que nos revelam a autêntica capacidade de superação sobre-humana, movida pela esperança do reencontro.
São estas tragédias que nos fazem refletir sobre a nossa vida. Por breves momentos, a realidade atinge-nos e entendemos que a nossa vida é feita de perigos e não temos força para os enfrentar. Porém, há momentos em que encontramos uma força que nem sabíamos que tínhamos.
Concluímos assim que os problemas e os temas abordados por Luís de Camões nas suas reflexões são extremamente atuais. A fragilidade da vida é, pois, inerente à condição humana.


Texto elaborado pelas alunas Cláudia Coutinho e Mariana Lima, do 10ºA.


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