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Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
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Um país Inigualável
Por Lara Costa (Aluna, 7º C), em 2017/06/0987 leram | 0 comentários | 29 gostam
Numa história bem distante, bem para lá do horizonte, existia um pequeno país perdido entre as letras, baralhado entre as palavras, onde tudo era uma confusão.
As pessoas eram pedaços de histórias inacabadas, tristes e solitárias, respirando o medo, sonhando com uma alma alegre, positiva, que as pudesse incentivar a sorrir de novo. Será que o sonho se poderia tornar realidade…?
Nesse país, o desespero era imenso, um cenário inimaginável até que, um dia, tudo mudou… Nesse mesmo momento, um pequeno menino vagueava pelas ruas, desconsolado e triste, pois o país não tinha cor, não tinha melodias apaixonantes, não tinha raios de sol irradiantes, apenas silêncio. Então esse menino estava disposto a mudar a história, a mudar tudo… Ele tinha um rumo diferente, um objetivo muito difícil de alcançar, mas pelo menos tinha que tentar. Esse incentivo nasceu com o bater de asas de uma simples borboleta, sim, esse mesmo gesto transmitiu-lhe paz e vontade de tornar aquele sentimento uma rotina, uma paixão vivida dia a dia. Queria transmitir a felicidade que sentia ao receber um gesto insignificável. Por onde haveria de começar?
O menino pôs-se a pensar que, para tornar o país mais alegre, começaria por dar cor a tudo o que era sem graça, a tudo o que era indistinguível e, assim, ocupou um pouco do seu tempo a colorir o país. Mas, algumas horas depois, começou a sentir-se exausto e muito aborrecido. Uma menina olhava pela janela do seu quarto sem motivo, só porque sim, passava dia e noite a olhar pela janela. Nesse dia, ela viu o menino sem forças e, pela primeira vez na vida, essa menina levantou-se e caminhou ao encontro dele para o animar e, numa ligação inexplicável, sentiu um instinto que a levou a juntar-se a ele, numa guerra, da felicidade contra a agonia. Juntos trabalharam dia e noite, até chegar ao dia em que coloriram o país inteiro, com muito esforço, mas depressa repararam que esse esforço não chegou para incentivar todas as almas ali presentes, todos os corações ali unidos. Tentaram encontrar uma solução, mas sem sucesso.
De repente, esvoaçando, um ser nunca visto naqueles tempos apareceu iluminando o céu. Era uma linda pomba branca, cuja luz iluminou todo o país transmitindo paz. Esse sentimento reforçou a vontade do menino em querer levar a felicidade a todas as pessoas e, simplesmente, não desistir. Encarou novamente o seu objetivo e, junto com a menina, andou de porta em porta, de casa em casa, de aldeia em aldeia, levando sorrisos a cada alma entristecida, abraços a cada coração assustado e melodias a cada mente confusa e conjurada. Foi mais um passo num longo caminho que tinha que seguir para iluminar a vida das outras pessoas.
No fim de ter revirado todo o país, chegou ao ponto em que não havia mais ninguém para animar. As pessoas não acreditavam que qualquer força podia mudar as suas vidas, mas, mesmo assim, o menino e a menina ainda não tinham desistido, continuaram a lutar para tentar salvá-las daquele desespero. As ideias começaram a esgotar-se e a ficar cada vez mais fracas, porém, ainda havia seres que acreditavam que a felicidade iria voltar.
Os animais, as criaturas mais esperançosas que queriam remodelar aquela desgraça e reencontrar a alegria, juntaram-se a eles, e tiveram, finalmente, uma ideia. O menino havia reparado que toda a gente vivia sozinha na sua própria casa, sem família, sem amigos, sem convivência e sem nenhuma interação, e logo conclui que esse era um enorme problema, pois a amizade era o sentimento mais importante da vida e, sem ela, a felicidade era impossível de obter. Então, juntamente com a menina e todos os animais que ali havia, juntaram-se num enorme grupo para reunir as pessoas para o sítio mais bonito daquele país, ”O Vale da Alegria”, que, em tempos, teria sido o vale mais lindo e alegre daquele país. As pessoas questionavam o motivo de todos estarem reunidos naquele lindo sítio e o menino, no meio da imensa multidão, falou. Exprimiu os seus sentimentos interagindo com todas aqueles que lá estavam, falando de paz, amor, alegria e criatividade, distribuindo flores por toda a gente. Todos depressa perceberam que a solidão não era motivo para não ter felicidade, o motivo eram eles próprios e, pouco a pouco, começaram a conviver, a falar uns com os outros, a cantar canções alegres e a rir sem motivo aparente. A felicidade tinha entrado nos seus corações e as suas almas começaram a sentir que, finalmente, a vida teria algum sentido e as cores teriam algum significado…
O menino ficou tão radiante ao aperceber-se que, com a ajuda dos seus amigos, conseguiu transmitir todos os seus sentimentos. Esse menino foi chamado de “ O herói ”, pois demonstrou a todos os incrédulos o significado de uma vida melhor!
Assim se realizou o sonho que um dia teria ficado esquecido.


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