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Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
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O homem, bicho da terra tão pequeno
Por David Ribeiro (Aluno, 10ºD), em 2016/05/06218 leram | 1 comentários | 54 gostam
O homem é um ser racional. Será que é mesmo? Afinal quem ditou isso? Foi o próprio homem.
Comparo assim o homem às estátuas, mas não a todas! Comparo-o às estátuas construídas com o intuito de homenagear alguém, mas que, curiosamente, são mandadas construir por esse alguém! Ou seja, quem somos nós para nos autoclassificarmos como racionais? Talvez os cães ou os gatos também sejam racionais e, na realidade, as nossas casas são deles, nós ainda as pagamos e eles vivem como reis, usufruindo de tudo o que, com muito trabalho, o ser humano adquire. Quem são os racionais agora? O esforçado e inteligente ser humano ou o esperto gato? Não sei, mas esta simples forma de escrever e pensar ajuda-me a concluir que, embora pouco, sou racional. E ser humano também…
Tenho uma teoria; há quatro parâmetros que definem o ser humano: a inteligência e a falta dela, a burrice e a esperteza. Todas elas, talvez inconscientemente, são conduzidas por uma ambição cega, ou melhor, por um sonho. Mas passo a explicar a tal tese. O inteligente é o que tem capacidades natas, algo puro, é o erudito e culto. O esperto é o que tem a capacidade de se organizar, de modo a que controle bem o pouco trabalho que tem de realizar. Tem argúcia e perspicácia, mas destaca-se também por ser maquiavélico. Naturalmente, a falta de inteligência e a burrice são os opostos da inteligência e esperteza, respetivamente.
Como é óbvio, envolvendo estes quatro tópicos, há inúmeras possibilidades de personalidades que podem existir. No entanto, há duas que me intrigam de uma forma diferente: o burro inteligente e o esperto pouco inteligente. Reajo desta forma porque, infelizmente, há inúmeras pessoas assim, neste momento. Tendo em conta a estrutura do ensino hoje em dia, estas condições fazem com que as pessoas invertam, muitas vezes, papéis e profissões. É o desconcerto do mundo, tal como já afirmava Camões na sua época. O certo é que esta massa crescente de “trabalhos trocados” gera um turbilhão de problemas e decisões mal tomadas.
Mas o homem e a vida humana sempre foram assim, conduzidos por uma ambição desmedida, por um conjunto de decisões mal tomadas que, no final, apenas proporcionarão um arrependimento impossível de inverter. Será que, após pisar tudo e fazer de tudo para atingir os seus objetivos, o homem acabará por pôr o “pé no chão / Do seu coração”, como deseja Carlos Drummond de Andrade?
 


Comentários
Por Celeste Silva (Familiar de aluno), em 2016/05/06
Parabéns meu querido é lindo o teu trabalho fico tão contente por ver a dedicação de alguns jovens,que não se deixam arrastar por outras tendências de não crer saber mas de saber cada vez mais, isto é inteligência, criatividade,e bons professores.

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