Voz da Escola
Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
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Fingimento
Por Bruna Miranda (Aluna, 10 º D), em 2016/02/06288 leram | 1 comentários | 53 gostam
Ser o que não sou é costume, todos o fazem! Talvez para proteção?! Será o fingimento uma característica predominante na vida social atual?
Desde que nascemos que somos confrontados diariamente com uma novela onde cada personagem é o ator que segue os demais em guiões de mentira e representação. Os provérbios como “ Quem vê caras não vê corações” são fruto da experiência da sociedade mais antiga com a predominância da falsidade entre as pessoas. O fingimento, cada vez mais, começa a figurar como uma característica fundamental no ADN da população, pois é algo imprescindível para nos igualarmos aos outros.
Chegar à escola e pronunciar palavras ligeiramente divergentes daquelas que me fizeram chegar no dia anterior; ou desenhar um sorriso resplandecente no meu rosto, quando nele só corre um rio de sofrimento, apenas porque esse é o acessório mais usado pelos amigos… São factos que demonstram o quanto é supérflua a verdade no mundo atual.
“Nem tudo o que reluz é ouro” é também uma frase que exalta um conhecimento exuberante da farsa da vida. Oitenta por cento da população atual morre por falta de água ou comida, vive num meio obscuro delineado pela diferença entre nascer homem ou mulher; outra parte permanece marginalizada pela cor de que se reveste; e nós aqui como se nada se passasse, a fingir que vivemos num jardim em que tu és igual a mim, somos iguais à abundância.
Em suma, o pequeno local onde vivemos tem mais falsidade do que o tamanho do mundo inteiro.


Comentários
Por Celeste Silva (Familiar de aluno), em 2016/03/12
Parabéns um texto bem adequado à nossa realidade, ao ser escrito por um adolescente só podemos sentir orgulho, vivemos no mundo de fantasia mas temos adolescentes capazes de travar esta falsidade, obrigado por ter este pensamento felicidades.

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