Voz da Escola
Jornal da Escola Secundária Henrique Medina
Pesquisa

A Maledicência
Por David Ribeiro (Aluno, 10ºD), em 2016/01/15226 leram | 1 comentários | 34 gostam
“Neste país, o ímpeto para a crítica é francamente mais válido do que o elogio; para além disso, a maioria de quem comenta fá-lo com um intuito negativo, raramente construtivo.”
Portugal está diretamente relacionado com o negativismo. Somos assim. Que se há de fazer? Pequenos geograficamente, mas gigantes e orgulhosos em relação a esses colossos mundiais. Mas… colossos? Não! Nós somos os maiores!… E cá estou eu a criticar. Enfim, sou português.
As críticas negativas são péssimas. Qual é a necessidade mesmo de magoar? É essencial chegar à escola e dizer que a camisola do colega é feia? Ou dizer que a camisa está atabalhoada? Porque não realçar os aspetos positivos? Um simples “estás gira” pode mudar o dia das pessoas. E porque não o fazemos? A resposta é simples: Somos portugueses!
Mas esta mentalidade não é de agora. E não vale a pena chegarem os antigos e dizerem que a sociedade atual já não tem respeito por ninguém. Isso é mentira, eu até acho que, com as novas tecnologias, os elogios são mais frequentes, apesar de virtuais. Prosseguindo, há escritos que nos relembram os mais frequentes insultos dos primórdios da nacionalidade: as cantigas de escárnio e maldizer. Embora sejam paródias, indubitavelmente simbolizavam a sociedade da época. Sempre foi um hábito nosso maltratar e maldizer ferindo sentimentos e pondo em causa a própria integridade física da pessoa. Porque não tratavam as mulheres por “senhor” em vez de “dona”? Porque não viam nelas a prez em vez da fealdade e da maluquice? Tudo devido à nossa mentalidade.
Do expandido poderemos concluir que o português é um ser infeliz, alguém que quer sempre mais e melhor. Embora tenha uma mulher linda, quer a do outro, superior e mais rica. Mesmo que não se saiba adequar socialmente ou falar critica o outro para se sentir bem. Não há volta a dar, as mentalidades são como a natureza: processos lentos e graduais que crescem se tiverem condições.
Obviamente que concordo com esta ideia, pois é verdade, mas será assim tão mau criticar? Sinceramente nem sei. Mas preciso de saber... E concluo que sim, não se deve fazê-lo.


Comentários
Por Celeste Silva (Familiar de aluno), em 2016/03/12
Ó meu querido tens um texto lindo, eu não critico prefiro elogiar tocaste em todos os pontos alguns que eu sofri, mas é verdade que só critica quem não faz nada e digo sempre aos filhos e netos tenho muita esperança nesta gente mais jovem parabéns.

Escreva o seu Comentário