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Sweeney Todd: o terrível barbeiro de Fleet Street
Por Mariana Costa (Aluna, 11ºI), em 2016/01/11156 leram | 0 comentários | 36 gostam
Inspirado no livro de Hugh Wheeler, é-nos apresentada a história de “Sweeney Todd: o terrível barbeiro de Fleet Street”.
Estreou-se em Portugal, a 31 de Janeiro de 2008, a versão cinematográfica de Tim Burton, apesar de já ser interpretada nos palcos da Broadway desde 1973.
A história retrata a vida de Benjamin Barker (Johnny Depp), acusado de um crime do qual se encontra inocente. Obrigado a abandonar a sua família e a cidade de Londres por um período de 15 anos, Benjamin, agora com o cognome de Sweeney Todd, volta à sua cidade natal. Ajudado por Anthony (Jamie Campbell Bower), com a esperança de reencontrar a sua família, depara-se com a notícia de que a sua mulher, Lucy (Laura Michelle Kelly), está morta e que a sua filha, Johanna (Jayne Wisener), é agora a protegida do Juiz Turpin (Alan Rickman), que incriminou Sweeney com o intuito de o afastar para, depois, seduzir a sua mulher. Entretanto, Sweeney, com a ajuda da sua vizinha Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), tenta vingar-se dos males que Turpin lhe causou.
Trata-se, portanto, de um excelente filme para amantes de musicais e de horror. A linguagem cinematográfica surge, aqui, enriquecida pela ‘performance’ da banda sonora composta por Stephen Sondheim e interpretada com esmero por todos os atores e também pela suave utilização do thriller.
Este é um dos melhores filmes de Tim Burton, pois é muito equilibrado pelos seus momentos tenebrosos como as imagens do barbeiro a degolar as suas vítimas à mistura com circunstâncias românticas; como as dedicações de Sweeney à sua amada; ou até mesmo o dueto interpretado por Juiz Turpin e o Sweeney Todd que transmite o efeito que as mulheres podem exercer sobre os homens. Também são de realçar certos momentos cómicos como aquele em que a Mrs. Lovett surge a falar das suas empadas ou na cena em que dois dos barbeiros se disputam para ver quem é o melhor. Uma palavra relativa aos atores, a este propósito, a seleção não poderia ter sido melhor: Johnny Deep e Helena Boham Carter são uma dupla imbatível que fica mais enriquecida com a atuação de Alan Rickman, tornando a escolha de atores excelente. Quanto à banda sonora, diria que é formidável, pois as suas melodias, bastante apelativas, ecoam na nossa memória por dias. Um último apontamento diz respeito à cena final que teve um impacto surpreendente, improvável e com oscilações repentinas em apenas 10 minutos.
Enfim, diria que Sweeney Todd é um filme incrível que, em 116 minutos, aparece recheado de boa música e de cenas majestosas. Recomendo o filme a todas as pessoas mesmo àquelas que receiam “filmes de horror”, pois as cenas pavorosas são suavizadas pela música.


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