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Ainda a respeito do Xadrez no pré-escolar
Por Manuela Cardoso (Professora), em 2015/02/06166 leram | 0 comentários | 3 gostam
Testemunho da mãe da Viviana
XADREZ

É um jogo de estratégia muito antigo, que terá sido inventado na Índia há mais de mil anos e é hoje um dos jogos mais populares do mundo.
O jogo representa dois reinos que lutam um contra o outro. As peças do mesmo grupo são amigas e ajudam-se entre si, umas vezes para se defenderem, outras para atacarem o opositor. A sua missão é capturar o rei do grupo rival e fazer tudo para que o seu próprio rei não seja capturado. Ganha quem primeiro conseguir capturar o rei adversário.
Regra geral, as partidas disputam-se entre dois jogadores que se colocam frente a frente, um contra o outro. Mas existem outras possibilidades, como jogar contra um computador, na Internet ou num torneio contra vários adversários.
Muitos xadrezistas famosos aprenderam a jogar quando ainda eram crianças. E há cada vez mais escolas a ensinar a disciplina de Xadrez. Mas porquê? Porque, além de ser muito divertido, o xadrez estimula a concentração e a memória, ajuda a pensar melhor e mais depressa e desenvolve a autoconfiança.
Vale a pena? A minha opinião pessoal SIM!!. Optei no mês de Outubro por inscrever a minha filha Viviana na Academia de Xadrez de Gaia e todas as semanas (1x/semana) se verificam diferenças significativas no desenvolvimento do raciocínio lógico, da capacidade de avaliar e desenvolver estrategias, no raciocínio não apenas de fuga perante perigo mas capacidade para avaliar outras opções: defesa e/ou ataque. Demonstração do domínio do movimento das peças, conhecimento preciso das regras e o mais interessante para mim e mais rápido foi verificar como desenvolveu a aceitação da derrota como parte normal do processo de aprendizagem. Sem lágrimas nem frustração....
E foi por este motivo que me atrevi a apresentar o Xadrez na turma da Viviana e o interesse por parte da turma foi total. Espero que gostem e que aceitem o meu desafio de ensinar os vossos filhos/as a aprender/aprofundar conhecimentos neste desporto que não é apenas um jogo de tabuleiro
Seguidamente algumas noções importantes sobre o Xadrez:
REGRAS:
1. As diferentes peças têm uma forma própria de se mover e não podem fazê-lo de outro modo, pelo que o mais importante é aprender os movimentos de cada uma delas.
2. Os movimentos ou jogadas, são feitos alternadamente: primeiro um jogador move uma peça, depois é a vez do outro. O primeiro a jogar é sempre o jogador que tem as peças brancas.
3. Ao pegar numa peça e ao move-la para outra casa, não se pode voltar atrás. Não é permitido mudar de ideias, por isso há que pensar bem antes de fazer a jogada.
4. Se os jogadores demorarem muito a decidir cada jogada, a partida arrisca-se a durar uma eternidade.
5. No xadrez a sorte não conta: a vitória depende apenas da imaginação, concentração e talento.
6. Ao perder não te preocupes, Aprender com os erros faz parte do jogo. Felicitar o adversário e lembrar que quanto mais praticares melhor jogador serás.

AS PEÇAS:
Cada jogador inicia a partida com o mesmo número de peças (1 Rei, 1 Rainha, 2 Torres, 2 Bispos, 2 Cavalos e 8 Peões). Um joga com as peças brancas e o outro com as pretas.
Quando é a sua vez de jogar,o jogador pode fazer uma destas três coisas:A) Mover uma das suas peças para uma casa que lhe permita atacar o adversário.
B) Defender-se quando está a ser atacado. C) Capturar uma peça adversária.
As casas só podem ser ocupadas por uma peça de cada vez. Quando uma peça é movida para uma casa ocupada por outra, captura-a. A peça capturada tem de ser retirada do tabuleiro de jogo, enfraquecendo assim o exército a que pertence.
POSIÇÃO INICIAL:
Coloca o tabuleiro de forma a que a casa branca fique do teu lado direito.
Agora imagina um castelo. As torres são colocadas nos cantos do tabuleiro. A seu lado estão os cavalos e depois os bispos. A seguir vem a rainha, numa casa da mesma cor da respectiva peça, e por fim o rei. Diante de todas estas figuras são colocados os peões, os soldados que protegem o castelo.


COMO SE MOVEM?
Os peões, as torres, os cavalos, o bispo, a rainha e o rei têm uma forma própria de se mover ao longo das casas do tabuleiro de xadrez.

OS PEÕES:

Os peões são os soldados do exército. No início da partida, estão todos alinhados a proteger as restantes peças. Como são pequenos, só podem avançar uma casa de cada vez, exceto quando saem da sua posição inicial, situação em que podem avançar duas casas.
Os peões são muito corajosos e movem-se sempre para diante, em linha reta. Mas, para capturarem uma peça adversária, têm de avançar uma casa na diagonal. Quando um peão consegue chegar ao final do tabuleiro pode ser trocado por qualquer outra peça, à exceção do rei. A peça escolhida entra na partida em substituição do corajoso peão. O facto de o peão se mover devagar não significa que seja pouco importante: pode ser a peça que captura o rei adversário!

AS TORRES:

Cada jogador tem duas torres que, no inicio da partida, estão colocadas nos cantos do tabuleiro. As torres podem mover-se para a frente, para trás e para os lados. Não precisam de avançar casa a casa, podendo percorrer as casas que quiserem. Mas, se encontrarem outra peça no caminho, são obrigadas a parar. Se for uma peça adversária, podem capturá-la e ocupar a respetiva casa.
Sabias que? Na Antiguidade, esta peça não tinha a forma de uma torre mas sim de uma carruagem puxada por cavalos.

OS CAVALOS:

O movimento do cavalo é o mais interessante de todos. Desloca-se seguindo a forma de um “L”. Mas esse “L” pode estar de pé, deitado, voltado para cima, para baixo, para os lados...
O cavalo é a única peça que pode saltar por cima de outras peças (da mesma cor ou adversárias).
Tal como as restantes peças, os cavalos fazem uma captura colocando-se na casa da peça adversária. A principio pode parecer-te um pouco difícil, mas basta treinares para descobrir como é divertido. Presta atenção e verás que um cavalo que parte de uma casa branca termina sempre o seu movimento numa casa preta e vice-versa: partindo de uma casa preta termina sempre numa casa branca.

OS BISPOS:

Os bispos são peças muito ágeis. Podem mover-se para a frente e para trás, mas apenas na diagonal, ou seja, atravessando as casas que apenas se tocam nos cantos.
Além disso, podem percorrer várias casas. Quantas? Todas as que quiserem ou até encontrarem outra peça no caminho. Tratando-se de uma peça adversária, podem capturá-la e ocupar essa casa. Presta atenção e verás que os bispos de cada jogador começam a partida em casas de cores diferentes. Por muito que qualquer um deles se desloque, irão sempre parar a uma casa dessa mesma cor. Na Antiguidade, esta peça era representada por um elefante. Na Idade Media, os cristãos decidiram trocá-la pela figura de um bispo, que naquela época acompanhava o rei no campo de batalha.

A RAINHA:

A rainha é uma peça muito poderosa porque pode percorrer quantas casas quiser e em qualquer direção: para a frente, para trás, para os lados ou na diagonal.
A única coisa que não pode fazer é saltar por cima de outras peças. Apenas o cavalo pode fazer isso. Queres um conselho? Não percas de vista a rainha adversária!
Esta peça é frequentemente designada por “dama”. Por isso, se ouvires alguém dar-lhe esse nome, não penses que estás a jogar o jogo errado!. A rainha é uma peça muito valiosa, mas lembra-te: perder a rainha não significa perder a partida.

O REI:

O rei pode mover-se em todas as direções, tal como a rainha, com a diferença de que só pode fazê-lo uma casa de cada vez. Deves tentar protegê-lo e não o colocar em risco, pois não pode fugir rapidamente se for atacado. Trata-se da peça mais importante para cada um dos exércitos.
Se conseguirmos encurralar o rei adversário...ganhaste a partida! Mesmo os maiores xadrezistas do mundo perderam a dada altura uma ou outra partida. Saber perder é tão importante como saber ganhar.

(Artigo enviado pela mãe da Viviana)


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