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Barbárie e ineficiência
Por Eliseu Oliveira (Leitor do Jornal), em 2018/10/31103 leram | 0 comentários | 12 gostam
A crise no sistema carcerário brasileiro.
Uma das principais funções dos presídios na contemporaneidade é reabilitar o infrator da lei a viver novamente em sociedade.Entretanto, no Brasil, isso tem sido historicamente ignorado: Há excesso de insalubridade, superlotação e falta de oportunidades nas prisões brasileiras.
 Drummond de Andrade descreve, num dos contos do seu livro "Contos de aprendiz", através do relato de um prisioneiro fugitivo, a cadeia sob a prefeitura: uma imundície, uma desumanidade. Assim eram as prisões na época desse célebre poeta. Contudo,nada mudou meio século depois disso. Na década de 1990 houve uma terrível chacina: o massacre do Carandiru, no qual muitíssimos presos foram assassinados por policiais que deveriam garantir a segurança naquele presídio. Enfim, as épocas mudam, porém a realidade permanece a mesma.
 Ainda hoje, nosso sistema carcerário permanece longe do ideal. Além da insalubridade, causada pela superlotação, há pouca ou nenhuma oportunidade para que o preso estude e trabalhe enquanto cumpre pena. Isso é gravíssimo, pois sem qualificação profissional ele poderá regressar ao crime e ser reencarcerado.Portanto, oferecer oportunidades aos presidiários é essencial para reduzir a reincidência criminal e reduzir a superpopulação carcerária.
O sistema prisional brasileiro precisa de reformas, necessita racionalizar e humanizar-se, recuperar os detentos e garantir-lhes sanidade. Para isso, o Governo Federal e os Governos Estaduais devem fazer parcerias público-privadas com empresas que ocupem a mão de obra dos presidiários e ofereça-lhes educação. Assim poderemos reduzir gastos públicos com as prisões e garantir dignidade para os detentos.


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