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Poemas
Por Bernardo Guedes (Leitor do Jornal), em 2017/06/02146 leram | 0 comentários | 69 gostam
Estão aqui dois poemas escritos por Rita Vieira e um autor anónimo.
A Dor da Revolta

O porquê de tanto lutar
Se, por vezes, se chega ao fim.
De nada valeu o que se veio esforçar

Pois nalguns é visível a força de
Querer viver. Nem se queixam
De metade do que possam ter.

Às vezes fico revoltada,
Até costumo perguntar
Porquê meu Deus?
Porque os fazes por isto passar?

Depois peço desculpa por ter pensado
É difícil evitar
Ver apenas uma criança que só queria melhorar.

Beatriz, meu anjo pequenino!
Fico tão triste, se é esse o teu destino
Não mereces e ninguém merece
Por isto passar

Maldita vida em que alguns nascem só
Para algum tempo aqui ficar!

Pois é: meu Deus para junto de ti
A Beatriz e muitos outros
Quiseste levar.
Mas porquê? Volto a perguntar.

Autor anónimo



As Almas

Num dia de Inverno o vento soprava
Forte,
Como se quisesse falar.

Algo de estranho parecia pairar:
As árvores mexiam-se e dançavam
E nunca mais paravam,
E naquela imensidão
Reinava a escuridão.

Os gritos de liberdade eram de assustar
Gritavam as almas. Queriam descansar.
Almas essas que pecavam,
E o sossego não encontravam.

Queriam ser perdoadas,
Não castigadas.
Mas no Inferno iriam ficar,
E ao Céu nunca chegar!

Rita Vieira


Alterações feitas por Bernardo Guedes


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