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“OLÍMPICOS” DA ESCRITA
Por Dulce Marques (Professora), em 2016/04/04484 leram | 0 comentários | 171 gostam
Nas Olimpíadas da Escrita realizadas no passado mês de fevereiro, foram premiados quatro alunos da Flávio.
As Olimpíadas da Escrita inserem-se no projeto Escola da Minha Vida, e este ano a escritora convidada foi, como então noticiámos, Raquel Patriarca, que propôs como mote “A Perfeição”.
Quatro dos nossos alunos do 2º ciclo conseguiram arrebatar o primeiro prémio em prosa e os três prémios de poesia. Aqui ficam os textos premiados, nas diferentes perspetivas sobre o mote.
 
1º prémio de poesia – escalão A – 2º ciclo
Autor: Afonso Ferreira Azevedo

A perfeição
A perfeição,
não sabemos onde a encontrar,
na terra ou no céu,
num amigo ou no mar.

Para uns, a perfeição
não existe,
para outros,
não pode ser triste.

Mas para mim,
a perfeição tem que ser como a harmonia,
existente numa canção,
existente no amor de irmão,
existente no sim e no não.

Outras vezes,
a perfeição
vem no amor,
que existe no coração.

Então,
aqui fico eu
com a perfeição,
que em mim cresceu.

O meu sentido da perfeição
Há vários sentidos da perfeição
e cada um tem o seu,
mas sei que, de todos eles,
o mais perfeito é o meu.

Alguns citam “Ninguém é perfeito”,
 mas não acredito em frases feitas
pois, para mim, a família
são, realmente, as pessoas perfeitas.

Alguns poderão pensar
“a família não é a perfeição”
mas, para mim, sempre será,
apesar dos seus defeitos
que sempre considerei perfeitos.

O pai, um grande amigão,
sempre pronto para me ajudar.
A mãe, carinhosa até mais não,
quando estou triste, sabe como me alegrar.
Minha irmã, companheira do coração,
nunca se importa de comigo brincar.

Por mais que insistam
que isto não é perfeição,
jamais me importarei
e sempre contradirei,
pois este é, sem condição,
o meu sentido da perfeição.

3º prémio de poesia – escalão A – 2º ciclo
Autor: Nuno Miguel de Araújo Patrício Sá

A perfeição na arte

Estava eu em minha casa
A passar pelo corredor,
Quando senti uma brasa,
Algo que me enchia com calor.

Olhei para a parede
E vi uma fotografia.
A moldura era uma espécie de rede
E senti uma alegria.

Tinha como fundo o mar
Aqui da Póvoa de Varzim
E havia um menino a chorar,
Choro que parecia não ter fim.

Num canto, estava a mãe
Muito aflita com o menino
Que ia socorrer e também
dar-lhe um beijo pequenino.

Depois de tudo, suspirei para mim
E olhei para o meu coração.
Percebi que o amor sem fim
É a maior perfeição.

1º prémio de prosa – escalão A – 2º ciclo
Autora: Margarida Finisterra Freitas

A pessoa perfeita

     Numa quarta de agosto, estava eu a caminhar quando, de repente, começaram a cair gotas de água do céu. Estava no meio de uma floresta, a minha mãe estava ao meu lado e, quando começou a chover intensamente, ela deu-me o seu único casaco, deu-me a mão e continuámos a caminhar. Foi um momento perfeito.
     Para tudo ser perfeito, eu só preciso das pessoas que eu amo e as que me amam. Uma dessas pessoas é a minha mãe.
     Para mim, a perfeição não é ser perfeito, ninguém é perfeito, mas é sim, aquele que quando erra, assume. Quando alguém o magoa, perdoa. Quando alguém está triste, torna-o feliz. Essa pessoa é a minha mãe, a minha heroína.
     A vida, às vezes parece um filme. Nos filmes de ação, existe sempre um super-herói que salva as pessoas e o mundo, aquele herói que combate os vilões e que tem superpoderes. Porém, na vida real, os superpoderes são outros. A minha mãe tem o superpoder de cuidar, de escutar, de trabalhar arduamente, de ajudar e de dar.
     É esta a perfeição que falta no mundo, de saber escutar e ajudar os outros, de dar e saber dar aos mais necessitados. É esta perfeição que deveríamos ter se tivéssemos estes superpoderes. Todos nós seríamos perfeitos. É esta a perfeição que a minha mãe tem e que me ensinou a ter. Com ela aprendi que, quando de noite chorar pelo sol, as lágrimas não me deixarão ver as estrelas. Isto significa que não devemos olhar para o que não temos, mas sim para o que temos. Por este motivo, valorizo o que tenho. Valorizo a minha mãe perfeita.


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