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Pelos caminhos da Memória… Cracóvia
Por Carlos Rodrigues (Administrador do Jornal), em 2018/04/19132 leram | 0 comentários | 95 gostam
De 4 a 8 de abril, dois professores do Agrupamento viajaram de Lisboa até Cracóvia para relembrar o Holocausto.
A nossa escola esteve presente numa Visita/Viagem de Estudo para Professores e Alunos à cidade polaca de Cracóvia, intitulada: “Pelos caminhos da memória da II Guerra Mundial: Cracóvia e Auschwitz”. Tomaram parte desta atividade cultural dois professores. Decorreu entre os dias 4 e 8 de abril, período coincidente com a segunda semana da interrupção letiva da Páscoa. Foi organizada numa parceria entre a Memoshoá, Associação (Portuguesa) para o Ensino e Memória do Holocausto e a empresa de viagens temáticas, Pinto Lopes.

Além do nosso Agrupamento, estiveram presentes a Escola Secundária da Amadora, a Escola Secundária António Gedeão (Almada) e o Agrupamento de Escolas de Castro Verde (Alentejo), perfazendo um total de 33 participantes. O Dr. Ricardo Presumido foi o historiador/professor, especialista em temáticas relativas à II Guerra Mundial, com o apoio do Prof. António Martins (do nosso Agrupamento). Ambos têm formação no campo do Ensino do Holocausto e pertencem aos órgãos sociais da Memoshoá.

No dia 4 de abril, 4.ª feira, efetuou-se o voo, a partir de Lisboa, com destino a Katowice, cidade que dista cerca de 80 km de Cracóvia.
No dia 5 de abril, 5.ª feira, no período da manhã, foram visitados os lugares de memória da cultura judaica na cidade de Cracóvia, nomeadamente, o quarteirão judaico no Bairro Kazimierz, local escolhido pelo Imperador Casimiro III para instalar os judeus há muitos séculos atrás até à eclosão do 2.º conflito mundial. Neste espaço existem, ainda hoje, sete sinagogas, embora algumas não estejam abertas ao culto e funcionem, apenas, como museus ou outras estruturas culturais. No período da tarde, foi visitado o interior do Museu Judaico da Galicia, vasta região do sul da Polónia, também conhecida por “Pequena Polónia”. A Galicia é uma região cuja capital é Cracóvia e não deve ser confundida, com a Galiza, região espanhola nossa vizinha.

No dia 6 de abril, 6.ª feira, no período matinal, foi visitada a zona coincidente ao antigo Gueto de Cracóvia, nomeadamente, a Farmácia de Tadeusz Pankiewicz “Pod Orlem” e os memoriais existentes naquele espaço de segregação da comunidade judaica de Cracóvia. Foi, igualmente, visitado o Museu da Fábrica de Oskar Schindler. À tarde, visitou-se o espaço coincidente ao campo de concentração Plaszow, que tinha sido, antes da 2.ª guerra, um grande cemitério judaico. Junto a este espaço, Steven Spielberg gravou algumas das cenas do filme “A lista de Schindler”. Todavia, o realizador, também ele de origem judaica, respeitou o cemitério e escolheu um espaço diferente para “representar” o Campo de Concentração: uma velha pedreira abandonada numa das colinas mais altas de Cracóvia, local altaneiro, também visitado por nós, bem perto da hora do pôr-do-sol.

No dia 7 de abril, foram visitados os dois espaços mais emblemáticos referentes à memória trágica dos assassinatos em massa que decorreram nos Campo de Concentração e de Extermínio de Auschwitz I e Auschwitz II (Birkenau). Foram seis intensas horas de visita a espaços pautados por imagens chocantes, por exposições temáticas, com especial destaque para o Pavilhão nº 27, concebido e organizado por Israel, através da sua Escola do Ensino do Holocausto, denominada Yad Vashem.

No dia 8 de abril, domingo, visitou-se a Sinagoga Remu e um cemitério Judaico contíguo a este templo. Recordou-se a voz de um poeta popular que morreu em Auschwitz e que viveu no espaço do gueto de Cracóvia. No âmbito da temática do Holocausto e da herança cultural judaica, visitou-se a Catedral e Castelo da colina Wavel, residência dos reis polacos, quando Cracóvia era capital da Polónia, a Igreja do Corpo de Cristo (que delimita o espaço judaico no Bairro de Kazimierz) e a Igreja de Santa Maria, que surge imponente, instalada na maior praça da Europa, a Praça dos Mercadores de Tecidos.
Foram quatro dias intensos, mas ricos em história, memória e cultura.

Professor António Martins

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