Janela Aberta
Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião
Pesquisa

Conto "A caixa mágica"
Por Carlos Rodrigues (Professor), em 2017/12/1880 leram | 0 comentários | 21 gostam
Os alunos inscritos no Clube de Escrita dinamizado pela professora Teresa Gouveia escreveram o conto "A caixa mágica".
A caixa mágica

Numa manhã de Natal, o sol derretia o manto branco de neve que cobria os telhados, as ruas e as árvores da aldeia. O vento soprava gélido, assobiando e dançando em torno das casas. Numa casa de telhado triangular, a lareira iluminava uma mesa comprida com uma toalha bordada com motivos natalícios, que iria receber a família naquela noite.
A mãe, uma mulher de estatura baixa e magra, tinha o rosto marcado pela tristeza, desde que o marido partira para uma missão militar no Oriente e desaparecera na densa floresta. Os seus quatro filhos choravam desesperadamente a ausência do pai. Naquele dia, Joana, a filha mais nova, ajudava a mãe nas tarefas domésticas e na preparação dos petiscos para a ceia daquela noite e parecia que uma luzinha de esperança e alegria iluminava aquela família. Joana estava a pôr a mesa quando a mãe interrompeu os seus pensamentos com um pedido.
- Joana, importas-te de ir comprar açúcar para terminar os doces?
Contrariada, e com receio do frio que estava naquela manhã, Joana assentiu, contudo, e saiu de casa, embrulhada num casaco de pelo comprido, um gorro enfiado até às orelhas e um cachecol que só revelava os olhos, em direção à mercearia do fundo da rua, onde comprou o que lhe fora pedido pela mãe. À porta do estabelecimento, encontrava-se um velho com barba branca e comprida, uns óculos redondos na ponta do nariz e uns olhos brilhantes e bondosos. Joana, comovida ao ver o homem sozinho e ao frio, aproximou-se. O velho, em silêncio, estendeu a mão direita onde tinha colocado uma caixa. Ao ver aquele objeto, Joana ficou um pouco assustada e recuou.
- Não tenhas medo… - pediu o velho- É apenas um presente…
- Porquê?... Um presente para mim?!- questionou Joana, pouco convencida.
- Porque tu mereces… És uma menina gentil e pronta a ajudar os outros… Aceita! – insistiu o velho.
Com as mãos trémulas e cheias de dúvida, Joana pegou na caixa e afastou-se a correr.
Quando chegou a casa, subiu as escadas que conduziam ao quarto, escondendo o estranho presente atrás das costas. Fechou a porta à chave, sentou-se na cama e, com o coração aos pulos, abriu a caixa. Dentro estavam um papel, um lápis e um cartão que dava a seguinte indicação: “Para três desejos ter, aqui tens que escrever!”.
Joana pegou no lápis e na folha e escreveu, com nervosismo, os desejos que ela mais queria: o regresso do pai, a família unida e viver com harmonia. Dobrou cuidadosamente a folha que recolocou na caixa, na esperança que as suas vontades se concretizassem. Porque não? Joana sorriu.
Prestes a chegara a hora de jantar, a mãe, muito stressada por ter muita gente lá em casa, chamou a filha para ir ajudá-la. Joana arrumou apressadamente a caixa debaixo da cama e desceu a correr pelas escadas.
Chegara a hora da ceia e todos apreciaram os doces, bolos e pratos que é tradição comer no Natal. No final da ceia, conversaram e conversaram até que chegou a meia-noite, hora de abrir os presentes. Nesse momento, bateram à porta. De repente, ficaram todos curiosos para saber quem estava por trás da porta. Não era comum andar na rua naquela noite fria e comprida… Até que a mãe se levantou, abriu a porta e verificou, com espanto, a presença de dois vultos, embrulhados em mantas e cachecóis.
- O velho!, exclamou Joana.
Ao seu lado, um homem jovem e robusto. Era o seu pai! Os seus desejos de Natal tinham sido concretizados!

Ideia original e planificação: Tatiana Vital (9ºA), Maria Barros, Érica Lopes, Joana Teixeira (8ºA), Lara Liberato (7ºA) e Fabiana Rocha (8ºB).

Elaboração do texto: Lara Liberato e Fabiana Rocha.


Comentários

Escreva o seu Comentário